quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu era...








 Eu era..

     Eu era o ar simplesmente o ar.
Bom era um pouco solitário, vagando de norte a sul, presenciei fatos que a mente não seria capaz de explicar , vi amores surgindo, como uma flor que desabrocha na primavera. Também vi amores sumindo como gelo ao sol em seu leve derreter, vi amores renascerem como uma fênix que volta das cinzas e outros que ainda ardiam em brasa.
  Vi também mulheres perderem seus maridos e filhos perderem seus pais, vi o mundo em ag0nia causada pelos que nela vivem, vi pais brincando com seus filhos e a alegria que ardi em seu peito. A mesma que queimava no dia que viu sua filha pela primeira vez, vi guerras se formarem e acabarem sem ganho algum para os que dela participarão, vi almas condenadas a vagar pela terra eternamente por sua amargura.
E a dor de um pai ao saber que seu filho jamais voltara.
  Em fim sou o ar e vi coisa que a mente não pode explicar.

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